Não sei que o vai acontecer lá na frente. Hoje mesmo era para o mundo ter acabado e não acabou. Dizem que não se pode criar muitas expectativas pra não se arrepender depois porque nada pode sair do jeito que você quer, mas eu crio. Perdi muitas coisas, mas a esperança não. E ganhei sim, por incrÃvel que pareça coragem. Pra tudo! Eu quero um ano melhor. Eu não quero mais ter que sofrer, ter que me limitar pra ser eu mesma, ter que guardar sorrisos e adiar planos. Eu quero ser eu mais do que eu sou e que eu fui esse ano. Correr atrás de tudo que eu deixei. Não quero mais me sentir cansada, com fome e não saber o que comer por nervoso, com dor no estômago por estar com raiva de mim mesma por não saber o que eu estou realmente sentindo, por deitar a cabeça no travesseiro e continuar agoniada por não conseguir dormir e piorar tudo. Quero mostrar quem eu sou de verdade, quero que vejam que nada me derruba e me detém. Quero mostrar que sou forte, guerreira e tudo mais. Mas que eu também choro, quase direto. Que eu sofro quando me toca lá no fundo. Eu sou um ser humano como qualquer outro, só coloquei o meu jeito nele. Fui pondo cada detalhe, fui me criando, lapidando, me compondo dos jeitos que eu encontrava. Fui crescendo. Tenho meus medos, minhas manias, meus trejeitos. Neste momento, sou um ser humano cansado. Digo que até frustado. Me tranquei na minha casa, e só saio quando o mundo dizer: vem, você está pronta, pode voltar. Sei que vou encontrar desajustes, vou ver cenas que eu não quero ver, vou me deparar com muitas coisas que vão me deixar pirada por alguns instantes. Mas eu vou me acostumar de novo, vou encontrar meu lugar que eu deixei ali me esperando. Vou conquistar o meu tão sonhado espaço e deixar meu corpo e minha consciência descansados, cada qual no seu devido lugar como tem que ser. Não digo que eu estou pronta para outra, Deus me livre! Mas que eu estou pronta pra voltar a viver, eu estou. Só o tempo certo chegar e pedir pra voltar. E eu vou, com um imenso sorriso, eu vou. Descansada.
Tem horas que eu confio cegamente na vida. Acredito que tudo é só uma fase que por sinal está horrÃvel. Têm aqueles notÃcias boas, mas nada comparada a felicidade que eu vou sentir quando eu poder exluir de vez essa parte ruim. Só que há momentos em que eu aho que nada mais vai poder me fazer feliz, porque as coisas ao invés de andarem para frente, insistem em dar o ré, e estão cada vez mais atrás e eu indo junto. Começo a desistir, fico fraca, e o úncio modo que me consola é minha cama, eu abraçada com meu travesseiro enquanto encharco o outro com o meu choro. Ninguém escuta, não gosto que ninguém fique sabendo que sou fraca, que eu estou acabada por dentro, que me falta força e que a que me resta é fictÃcia. São tombos e mais tombos, meu corpo cada vez mais destruÃdo e cada vez mais no chão. Se reerguer não é fácil, eu que o diga. Já tive tarefas mais fáceis... mas todo mundo colhe o que planta. Se é assim, minha vida toda está errada, eu nem sei mais o que fazer pra agradar, pois já fiz de tudo. Enquanto eu, por mim nunca fiz. Eu mesma me larguei, e deve ser por isso, deve por isso e por mais tantas coisas... Sei lá o porque. Será que vai acabar? Esse o meu medo, de eu viver num circulo vicioso, mesmo sem querer. "Quando a gente quer a gente consegue", ora, mas nem sempre o que a gente quer a gente pode ter, e aà meu medo se torna construtivo. E disso também tenho medo. Meu sorriso de todos os dias nega que eu tenha tido noites nostálgicas, depressivas e lacrimejantes. Se eu falar, vão achar que é drama.