10:57

Eu e você sabemos que ela é linda. Na realidade, todas são e eu lhe pergunto, por quê eu? Difícil responder, porque talvez nem tenha resposta, nem você sabe. Eu entendo e não entendo ao mesmo tempo. Mas é que eu não quero de forma alguma, tentar e morrer ali. Não queria sentir essa intuição de que você pode estar comigo, e não ser nada do que parece ser. Frustante, sabe o que é isso? Acreditar que pode ser diferente, e no fim, só um ponto final, nem reticências. Fácil acreditar em palavras e me deixar levar por elas, deixo-me até então. Eu gosto de acreditar que isso tudo pode ser real. Mas antes embriagado, do que cair na ilusão outra vez. E falta, falta muito pra eu me entregar, pra eu acreditar que amor com você existe, e que a paixão não é só minha; talvez eu tenha saído do modo "whatever", mas meu coração o quer demais. Quer perto, quer longe também, só quer estar com ele independente de, mas só com ele, e ele comigo. Sem mais ninguém. 

Prometo para mim mesma voltar para o modo seja o que for, sem expectativas, sem planos. Sem nada mais do que deixar acontecer. Sem frear nem acelerar. Só ir para frente. Deixar que o tempo conduza, comigo ou com ela, ou sei lá, que todos sejam felizes. 

23:13

Você beira o abismo, e quer cair. Mesmo que tenham milhares pra lhe salvar você quer se estrebuchar no chão, porque a melhor opção é essa. Tola! 

Mas do chão não passa. E elas, inclusive eu, sabemos disto. 

"Nenhuma mulher deve esquecer que ela não precisa de ninguém que não precise dela." 
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☺☺☺☺☺

10:12

Não sinto mais falta de nada. Se queria que tudo fosse igual antes ou que voltasse a ser pelo menos um pouco igual, a minha resposta é não. Quero o agora. O hoje como é. Cheio de erros, dias imperfeitos, nublados, cinzas, com chuva assim como os dias de céu azul, ensolarados, com acertos e mais momentos felizes. Dias improváveis. Que ele me trouxe, e que eu me permiti ter. Dias desses eu andei pensando. Se era bom largar ou ficar. Mas é que minha vida depois que o conheci ficou mais vibrante. Parece que aumente contraste, saturação, temperatura, brilho... Ele mexeu com as minhas configurações. (E também com meu coração). O meu sorriso mais bonito dizem que dou quando falo dele, e ainda dizem que meus olhos brilham pensando nos olhos azuis dele. Esses dias, sem saber onde, porquê, quando são os que rendem mais momentos inesquecíveis, e todos tenho vivido com a companhia de um coração que ganhou o meu, assim, tão fácil. Tão rápido. E ele tem, aqueles todos quês que eu nunca soube explicar, que eu não entendo e nem quero entender tudo de uma vez. Me amarro em uma surpresa, em desafio, nele principalmente. As razões que me fazem ficar vai além de todas as que posso hoje explicar. Ele pode ter vinte pouco anos, ou ainda mais, mas a vontade vai estar aqui, afinal ele quem faz eu ficar assim: cheia de saudade de sentir tudo que só ele me faz sentir, os efeitos que somente ele me causa. 

E dai que ele pode não ser aquele príncipe... é ele. O ele que quero pra mim.

(Só pra mim.) 

Ela adora adrenalina, mas tem medo do amor.

01:26

O toque e o saber tocar me tocam. São toques profundos que me instigam. Me tiram do sério, me deixam sem jeito, porque me deixam tão "eu". Toques que me assustam pela razão de conseguirem passar a confiança que desejam. O suavizar dos lábios, a pele clara macia, a barba rala que mal existe, os olhos que me confundem e que de um todo simples são indecifráveis. Um corpo de certeza, com um de indecisão. Ou dois corpos indecisos, com pontos em comuns. O querer estar. Sentir o calor. Aumentar os batimentos e ficar. Pra amanhã. Quem sabe "para sempre". O tentador tesão de serem um só. O medo de ser "nós". Medos esses esquecidos com o prazer de sentir o que se sente: o coração acelerar; quando se olham, quando se beijam e ainda mais quando estão longe. Meu coração sabe pr'onde quer voltar toda vez que fecha a porta do carro, não querendo ir. (E não é amor, é mais gostoso que isso, porém menos temido). Tem desejo, atração, paixão, sintonia. Gostos iguais, e jeitos distintos. Um simples, outro complexo. Um mais novo, outro mais velho. Um vivido, outro no começo. Opostos em tantos aspectos, mas dispostos a se divertirem, juntos. Deixando rolar, mesmo que o sentimento tome conta totalmente de ambos os corpos, e que se torne recíproco. A vida poderia ter posto qualquer outro alguém, mas garanto, ninguém poderia ser melhor. E é engraçado. Quem vê de longe não diz que ele é tão doce e encantador e lindo e todo maravilhoso. Apesar de eu ser suspeita a falar. Mas ele é o homem que eu nunca pensei em ter. Ele é oposto, digo oposto mesmo, mas que me tocou fundo. Ele não é nada daqueles que me chamam de princesa, mas sim de querida. Mas uma coisa, não me falta carinho. E até agora não fui tão cuidada como estou sendo. Assim que meu coração vai sendo tomado, por gestos aleatórios simples. Palavras transformadas em atitudes. A saudade gritada e ele vindo, e me levando com ele. Mesmo que eu diga que não, meu sentimento não nega, fazendo complô com o meu corpo que quer ficar o máximo que puder presente. Que eu nunca fui tão feliz por dar carinho a alguém, olhando pelo ponto de vista de que, esse alguém não é meu... ainda. Como nossas bocas disseram na madrugada anterior, "está bom assim", e ele completou "por enquanto". De verdade, eu não sei onde isso pode parar. Sei que pode crescer, aumentar e virar amor. Quando? Tempo indeterminado, quando tiver que ser. Será?! E nem é onde que poderá parar a minha preocupação. É o viver o máximo que posso ao lado do nosso pequeno infinito, fazendo cada segundo único como se fosse o último. Com medo de amar, me joguei nos braços dele, e hoje, vivo a adrenalina de saber se vai me soltar ou se irá me agarrar com todas as forças. Sou fã de mistérios, de conquistar e também que me conquistem e me desvendem. Estamos assim, nos desvendando e nos decifrando, que é o charme e a base disso que temos, tal qual não encontramos uma definição que está a altura de representar o que se passa entre nós dois. Apaixonados. Talvez esta seja a melhor resposta. Mas que vai soar estranho para um terceiro que perguntar quem sou ou quem ele é, e eu disser que é minha paixão no momento. O mesmo com ele. Mas e daí? Também estamos apaixonados, contudo, paixão não representa o real sentimento que nos contorna. (Que seja). A risada e o jeito, que é único e exclusivamente dele; de ser homem e engraçado, doce e debochado, safado e gentleman, com um coração enorme e sério, me conquistam mais quando paro para pensar em tudo que ele é em um só. E como pode alguém ser assim. Coisa boa se surpreender. Atrás de todas aquelas histórias, de quem vivia na farra, tem um homem, e põe homem, admirável; e de sessenta dias, quase, podem se fazer bem mais, já que estou disposta a conhecer (consequentemente, arriscar) mais quem é. E sempre tem, um quê, que leva a outro. Sempre tem uma história, e sempre sorrio. 

Um texto de Gabito, uma música, uma sexta, quem sabe uma festa e um coração.

10:18



Perguntaram pra mim: “Por que eu não tenho namorado? Algo em mim repele os homens? Sou uma mulher embargada? Há uma placa de ‘proibido estacionar’ em minhas costas? Me diga!”. Olha, eu não sei por que não tem namorado. Honestamente. Poxa, come batata frita, torta de limão, churrasco e trufa de leite condensado. Ok, a alcunha de magricela, cabo de vassoura ou Olívia Palito nunca lhe serviram, talvez. Urros sobre sua suposta suculência não têm advindo de prédios em construção, quiçá. Quem sabe não fica bem de “tomara-que-caia”, tropica no salto agulha, não combina numa minissaia. Mas desbanca a miss Venezuela num vestido primaveril, pisando numa rasteirinha prateada, com o cabelo preso naquele lápis cor-de-rosa, soprando a franja pra cima no calor. Não vai me acreditar, mas tu é bonita. Tu passa longe de uma Fernanda Young, uma Lya Luft, uma Sandra Werneck. Mas tu é inteligente à sua maneira. Assiste novela, mas não comenta a vida dos personagens. Gosta da Clarice, da Cecília, da Martha. Curte o Tom, a Adriana, o Nando, a Zizi, o Cazuza. Trabalha, suspira, trabalha, checa as unhas, trabalha, sonha, trabalha, belisca uma água-e-sal, trabalha e um colega te olha. E te acha bonita idem. E também se intriga com tua solteirice. Tem princípios iguais os da mãe. Mas se acha careta, às vezes. Não cede, mesmo só. Adora sexo, embora não faça com a mesma frequência do desejo. Se faz não vibra na mesma frequência que o parceiro. Sente raiva por ser secretamente boba, romântica e demodê. Se derrete mais rápido que o sorvete napolitano na xícara de sopão quando a mocinha diz “você me fez acordar com um sorrisão no meu rosto”. Chora na frente de ninguém, ai de ti se mais alguém souber. E você não vê a hora de um príncipe encantado por ti libertar esse riso largo atrofiado, mas sabidamente bonito. Tem suas esquisitices. Dorme de edredon e ventilador. Coleciona esmaltes. Cerra as pernas quando sentada e fica coçando o joelho com uma das mãos enquanto a outra segura a cabeça pelo queixo. Ensaia dança do ventre pro espelho do banheiro. Faz duas vezes antes de pensar e tem uns “nhe-nhe-nhê” de mulherzinha. Mas qual não tem? É até bem charmoso. Nada tão relevante quanto sua forma meiga e carinhosa de perguntar “tu tá bem?”. Nada mais importante que teu ímpeto de cuidar dos outros. Nada que mude minha convicção de que tu é bonita. O que te falta? Falta tu mesma se convencer do que te falo com certeza. Tu merece alguém que abra os olhos diariamente e pense: “cara, eu tô com ela, eu sou o namorado dela!”. Que goste da tua boca, do teu ombro, do teu cabelo bagunçado, do teu calcanhar, da tua cintura, das tuas mãos, do cheiro da tua pele, das sardas do teu rosto. E isso vai acontecer naturalmente ao você se dar conta de que tu é bonita, no âmago e na lata. Eu acho, teu ginecologista também, o colega de trabalho assina embaixo. Um dia serás o amor da vida de alguém, do jeitinho que tu é. Falta tu. Acorde hoje e repita: “eu sou bonita”.
— Gabito Nunes.

"Eu sou bonita!"

Deu saudade; ainda sim...

23:16

Whatever. 

Com ele, eu descobri a saudade. Podia me deixar as seis e pouca da manhã de sábado, depois de termos passado horas juntos, em casa, que logo que eu acordava, sentia sua falta e vinha a vontade de sentir de novo o toque dos lábios e das suas mãos. Poderia vê-lo os três dias do fim de semana, mesmo assim… Logo após o “até logo”, que é um tanto que prolongado, eu já começo a querer não sair mais dali mas preciso, e a saudade vem, se acomoda e digo, não incomoda. Ela me mostra que sentir saudade dele fora um dos sentimentos que mais tem me feito bem, e que plantou flor, de saudade, saudade das boas, coloridas, muitas cor de rosa, dentro do meu coração. Que não dói, porque eu sei que se eu chamar ele vem, mas ele chama e eu? Eu vou, eu quero, sinto uma vontade imensa de abraçá-lo e escutar como é boa minha presença, e como é bom meu abraço Ele é aquele que diz “tô com saudade, vamos nos ver hoje”, e que se fosse todos os dias estaríamos juntos. E eu sou “calma”. Sinto saudade, desde que dia eu não sei, mas eu sei de uma coisa: ele não sai da minha cabeça, e tem tudo pra morar em um cantinho no meu coração.

Isso se ele quiser, se não... whatever. Eu sei brincar, eu desci para o "play", então, vou arriscar. Ninguém perde por viver, só se tem a ganhar. E nunca disseram pra você que: nada dói pra sempre, hein? Então... tudo cura. E se não cura, a gente faz curar. 

Cuidado, que amores podem passar, porém antes vem o sofrimento e se eu vou sofrer? Quero que não. Mas e se for? Deixarei a vida com a função de me avisar. Amor é imprevisto, sem visto, sem olhar onde e a quem. É só amar. De fazer tum tum no coração mais rápido. Suar as mãos, e quando isso acontece você pensar "como fui deixar isso acontecer?". Você só quer amar, sentir, beijar um alguém. (ele ou ela). As vezes que nem se quer, te querem de volta. Ou ficam de joguinhos, ou não sabem o que querem, ou apontam todas suas armas quando você está por perto - porque sentem medo. Eu não fui feita pra sofrer, aliás, quem foi? Eu tento, tento me esconder. Fugir. As vezes? Acontece. Mas é que eu não estou nada a fim, entende? Eu não crio mais expectativas, para não me frustar. Eu quero o simples, o bom, porém sei que nem sempre será fácil; e que nem tudo será bom. Quero que seja, e vou fazer questão. Se virar amor, virou. Me viro. Nos viramos. E a vida, me diz: se vira mulher, tens peito suficiente pra encarar. E eu respondo, "encaro". Pode custar caro: meu coração em pedaços. 

Que mania, pensar nas consequencias, deu menina... pensa nele que é bem mais agradável. Mesmo que ele nem esteja pensando em você. Pensa em tudo que já viveu, em toda essa eternidade em quase sessenta dias. Pensou? Você acha que pode sofrer? Sinceramente, acha? Pensa nisso também. 

As confusões existem. Os medos (da aceitação, por ser diferente). Do sexo. Da reciprocidade. Do querer e não poder ter. Dos jeitos opostos. Do meu jeito. 

Whatever.

O tempo dirá, se vai ficar. Se o vento vai se encarregar de levar, ou se daqui uns dias ele estará estacionado na frente da minha casa, me esperando. E se vamos, deixar fluir. Até transformar em amor. Porque o que acontece hoje é uma coisa tão linda, que chamo de coisa pois não acho a palavra correta pra expressar o quão grande é o que sinto (afinal, nunca senti). Sentir bastante. Dá um medo... de quebrar a cara, aliás, o corpo todo. De desmoronar. 

É como conversei com minha amiga por telefone, numa dessas nossas infinitas ligações. Eu estou na beira do precipício, ou eu me jogo e tem uma árvore pra me salvar. Ou eu me espatifo. Ou regresso. 

Apaixonado faz o quê? Pula. São loucos, uns pelos outros. E amar, deve ser sentimento de louco mesmo. Quem disse que estou preocupada se me achem louca ou não? Estando feliz, e em paz comigo mesma, está suficiente. Uma amante louca, pensa que sensacional. Dizer "eu te amo" mais uma vez, em um tom maior e mais assíduo, e mais caliente e mais avassalador, e mais certeiro. 

Se eu vou pular... ele pulará comigo... podemos pensar. O tempo vai dizer, se ainda ventará. 

Eu estou entregue à vida. O que for da vontade dela, aliada a minha, vai acontecer. Sem esperar pelo o que não vai vir, andando em frente, fazendo agora. Apaixonada hoje. E amanhã também. Até o próximo beijo. Até os próximos encontros. Sem lutar contra nenhum vestígio de amor que surgir no ar, nem forçar nada que não exista. 

Se for para ser amor, amor será. Amortecera, a dor de amores, de dores, de anteriores. 

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