Ela adora adrenalina, mas tem medo do amor.

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O toque e o saber tocar me tocam. São toques profundos que me instigam. Me tiram do sério, me deixam sem jeito, porque me deixam tão "eu". Toques que me assustam pela razão de conseguirem passar a confiança que desejam. O suavizar dos lábios, a pele clara macia, a barba rala que mal existe, os olhos que me confundem e que de um todo simples são indecifráveis. Um corpo de certeza, com um de indecisão. Ou dois corpos indecisos, com pontos em comuns. O querer estar. Sentir o calor. Aumentar os batimentos e ficar. Pra amanhã. Quem sabe "para sempre". O tentador tesão de serem um só. O medo de ser "nós". Medos esses esquecidos com o prazer de sentir o que se sente: o coração acelerar; quando se olham, quando se beijam e ainda mais quando estão longe. Meu coração sabe pr'onde quer voltar toda vez que fecha a porta do carro, não querendo ir. (E não é amor, é mais gostoso que isso, porém menos temido). Tem desejo, atração, paixão, sintonia. Gostos iguais, e jeitos distintos. Um simples, outro complexo. Um mais novo, outro mais velho. Um vivido, outro no começo. Opostos em tantos aspectos, mas dispostos a se divertirem, juntos. Deixando rolar, mesmo que o sentimento tome conta totalmente de ambos os corpos, e que se torne recíproco. A vida poderia ter posto qualquer outro alguém, mas garanto, ninguém poderia ser melhor. E é engraçado. Quem vê de longe não diz que ele é tão doce e encantador e lindo e todo maravilhoso. Apesar de eu ser suspeita a falar. Mas ele é o homem que eu nunca pensei em ter. Ele é oposto, digo oposto mesmo, mas que me tocou fundo. Ele não é nada daqueles que me chamam de princesa, mas sim de querida. Mas uma coisa, não me falta carinho. E até agora não fui tão cuidada como estou sendo. Assim que meu coração vai sendo tomado, por gestos aleatórios simples. Palavras transformadas em atitudes. A saudade gritada e ele vindo, e me levando com ele. Mesmo que eu diga que não, meu sentimento não nega, fazendo complô com o meu corpo que quer ficar o máximo que puder presente. Que eu nunca fui tão feliz por dar carinho a alguém, olhando pelo ponto de vista de que, esse alguém não é meu... ainda. Como nossas bocas disseram na madrugada anterior, "está bom assim", e ele completou "por enquanto". De verdade, eu não sei onde isso pode parar. Sei que pode crescer, aumentar e virar amor. Quando? Tempo indeterminado, quando tiver que ser. Será?! E nem é onde que poderá parar a minha preocupação. É o viver o máximo que posso ao lado do nosso pequeno infinito, fazendo cada segundo único como se fosse o último. Com medo de amar, me joguei nos braços dele, e hoje, vivo a adrenalina de saber se vai me soltar ou se irá me agarrar com todas as forças. Sou fã de mistérios, de conquistar e também que me conquistem e me desvendem. Estamos assim, nos desvendando e nos decifrando, que é o charme e a base disso que temos, tal qual não encontramos uma definição que está a altura de representar o que se passa entre nós dois. Apaixonados. Talvez esta seja a melhor resposta. Mas que vai soar estranho para um terceiro que perguntar quem sou ou quem ele é, e eu disser que é minha paixão no momento. O mesmo com ele. Mas e daí? Também estamos apaixonados, contudo, paixão não representa o real sentimento que nos contorna. (Que seja). A risada e o jeito, que é único e exclusivamente dele; de ser homem e engraçado, doce e debochado, safado e gentleman, com um coração enorme e sério, me conquistam mais quando paro para pensar em tudo que ele é em um só. E como pode alguém ser assim. Coisa boa se surpreender. Atrás de todas aquelas histórias, de quem vivia na farra, tem um homem, e põe homem, admirável; e de sessenta dias, quase, podem se fazer bem mais, já que estou disposta a conhecer (consequentemente, arriscar) mais quem é. E sempre tem, um quê, que leva a outro. Sempre tem uma história, e sempre sorrio. 

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