Deu saudade; ainda sim...
23:16
Whatever.
“Com ele, eu descobri a saudade. Podia me deixar as seis e pouca da manhã de sábado, depois de termos passado horas juntos, em casa, que logo que eu acordava, sentia sua falta e vinha a vontade de sentir de novo o toque dos lábios e das suas mãos. Poderia vê-lo os três dias do fim de semana, mesmo assim… Logo após o “até logo”, que é um tanto que prolongado, eu já começo a querer não sair mais dali mas preciso, e a saudade vem, se acomoda e digo, não incomoda. Ela me mostra que sentir saudade dele fora um dos sentimentos que mais tem me feito bem, e que plantou flor, de saudade, saudade das boas, coloridas, muitas cor de rosa, dentro do meu coração. Que não dói, porque eu sei que se eu chamar ele vem, mas ele chama e eu? Eu vou, eu quero, sinto uma vontade imensa de abraçá-lo e escutar como é boa minha presença, e como é bom meu abraço Ele é aquele que diz “tô com saudade, vamos nos ver hoje”, e que se fosse todos os dias estaríamos juntos. E eu sou “calma”. Sinto saudade, desde que dia eu não sei, mas eu sei de uma coisa: ele não sai da minha cabeça, e tem tudo pra morar em um cantinho no meu coração.”
Isso se ele quiser, se não... whatever. Eu sei brincar, eu desci para o "play", então, vou arriscar. Ninguém perde por viver, só se tem a ganhar. E nunca disseram pra você que: nada dói pra sempre, hein? Então... tudo cura. E se não cura, a gente faz curar.
Cuidado, que amores podem passar, porém antes vem o sofrimento e se eu vou sofrer? Quero que não. Mas e se for? Deixarei a vida com a função de me avisar. Amor é imprevisto, sem visto, sem olhar onde e a quem. É só amar. De fazer tum tum no coração mais rápido. Suar as mãos, e quando isso acontece você pensar "como fui deixar isso acontecer?". Você só quer amar, sentir, beijar um alguém. (ele ou ela). As vezes que nem se quer, te querem de volta. Ou ficam de joguinhos, ou não sabem o que querem, ou apontam todas suas armas quando você está por perto - porque sentem medo. Eu não fui feita pra sofrer, aliás, quem foi? Eu tento, tento me esconder. Fugir. As vezes? Acontece. Mas é que eu não estou nada a fim, entende? Eu não crio mais expectativas, para não me frustar. Eu quero o simples, o bom, porém sei que nem sempre será fácil; e que nem tudo será bom. Quero que seja, e vou fazer questão. Se virar amor, virou. Me viro. Nos viramos. E a vida, me diz: se vira mulher, tens peito suficiente pra encarar. E eu respondo, "encaro". Pode custar caro: meu coração em pedaços.
Que mania, pensar nas consequencias, deu menina... pensa nele que é bem mais agradável. Mesmo que ele nem esteja pensando em você. Pensa em tudo que já viveu, em toda essa eternidade em quase sessenta dias. Pensou? Você acha que pode sofrer? Sinceramente, acha? Pensa nisso também.
As confusões existem. Os medos (da aceitação, por ser diferente). Do sexo. Da reciprocidade. Do querer e não poder ter. Dos jeitos opostos. Do meu jeito.
Whatever.
O tempo dirá, se vai ficar. Se o vento vai se encarregar de levar, ou se daqui uns dias ele estará estacionado na frente da minha casa, me esperando. E se vamos, deixar fluir. Até transformar em amor. Porque o que acontece hoje é uma coisa tão linda, que chamo de coisa pois não acho a palavra correta pra expressar o quão grande é o que sinto (afinal, nunca senti). Sentir bastante. Dá um medo... de quebrar a cara, aliás, o corpo todo. De desmoronar.
É como conversei com minha amiga por telefone, numa dessas nossas infinitas ligações. Eu estou na beira do precipício, ou eu me jogo e tem uma árvore pra me salvar. Ou eu me espatifo. Ou regresso.
Apaixonado faz o quê? Pula. São loucos, uns pelos outros. E amar, deve ser sentimento de louco mesmo. Quem disse que estou preocupada se me achem louca ou não? Estando feliz, e em paz comigo mesma, está suficiente. Uma amante louca, pensa que sensacional. Dizer "eu te amo" mais uma vez, em um tom maior e mais assíduo, e mais caliente e mais avassalador, e mais certeiro.
Se eu vou pular... ele pulará comigo... podemos pensar. O tempo vai dizer, se ainda ventará.
Eu estou entregue à vida. O que for da vontade dela, aliada a minha, vai acontecer. Sem esperar pelo o que não vai vir, andando em frente, fazendo agora. Apaixonada hoje. E amanhã também. Até o próximo beijo. Até os próximos encontros. Sem lutar contra nenhum vestígio de amor que surgir no ar, nem forçar nada que não exista.
Se for para ser amor, amor será. Amortecera, a dor de amores, de dores, de anteriores.
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