Ô me diz, porque de tanto pensar já deu curto.
20:41
Ô, me diz várias coisas, por favor. Me diz porque eu tô pedindo com educação e porque a necessidade tá maior que eu. Por quais razões as pessoas, em certas ocasiões, são tão influenciáveis a ponto de não ser elas mesmas? Será que é tão difícil ou impossível ser o que elas são? Ou elas acham normal e chato demais ser elas e preferem ser qualquer outra coisa? Tá, mas me diz, porque já parei para pensar e eu ainda não achei nenhuma resposta certeira. Claro, uma pessoa difere da outra, mas justo essa vontade de querer ser o que não são é igual. Tá complicado, eu sei. Mas me diz, não é tão mais fácil ser a gente mesmo?
Qual é a vergonha de pedir desculpas e dizer que errou, mentiu ou de expor ideias mesmo que contrárias aos de seus afetos? Tem medo de gerar desafetos?
Tá aí, eu não entendo. Quem sabe as coisas poderiam melhorar, ou melhor, dou a legítima certeza que irão melhorar.
Não por nada, mas to fazendo um sacrifício danado pra não acumular problema dos outros pra mim, e o bom de tudo isso é que o esforço ta valendo a pena e funcionando. Primeiro eu, euzinha. To fazendo por onde, me doando pra mim, mas até eu estou me cobrando demais.
Hoje mesmo vi que fiz uma burrada, estou com a consciência pesada por minha própria culpa, estou brigando comigo mesma, mas de que adianta chorar pelo leite derramado não é mesmo? Mas que valha todo esse meu esforço. Agora eu fiz, sozinha, mas fiz. Porém foi a última vez, e tenho dito. E aqui escrito. Não levo mais ninguém nas costas. E sobre mudar, a mudança está acontecendo aos poucos. Quem sabe logo vai ser de ambiente, eu espero. Pena que não depende de mim, nem da minha vontade. Por enquanto eu to correndo atrás. É uma corrida com passos curtos, mas é para frente.
Mas ô, quando puder me responde, não esquece. Por que tem gente que quer ser o que não é? Por que tem gente que procura problema? Descomplica aí, começa sendo você mesmo sem medo de se fuder. É isso mesmo, ali estava escrito se "fuder". Ou de maneira mais coerente, se dar mal. Sei lá, sem medo de ser deixado para trás, de sofrer algum tipo de represália por estar colocando o que pensa. Começa por aí. Ainda não acredito que tem gente que consegue se camuflar, tipo uma cobra ou bicho pau, e acaba parecendo metaforicamente uma cobra mesmo.
Não me dá nos nervos, mas eu começo a sentir a dor e o aperto no peito e a vontade de chorar e a agonia que essa gente sente.
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