Esquecer, versus, potinho do amor.
17:08
Eu tentei, mas eu tentei mesmo, de todo o modo, maneira, até pra promessas apelei. Mas fixou com uma cola pior que bonder, e se um dia for pra desgrudar, se desgrudar, vai doer tanto. Eu quero, de uma maneira louca não querer mais, mas se não querer mais, que sentido as músicas que escuto vão ter, em quem pensar, pra quem escrever? Fica difícil entrar em um consenso, me falta bom senso e vergonha na cara. Nessas partes, eu sou mais indecisa que mulher escolhendo roupas para sair.
Já fazem meses que não escuto voz alguma, fazem meses que o vi pairando por aqui perto, já fazem meses que eu não sei mais o que fazer com esse sentimento. E está mais do que na hora de eu colocar um ponto, final.
Vou seguir um dos meus conselhos. Já que não da para esquecê-lo assim, de uma hora para outra, a tática do potinho que eu sempre aconselhei é a que me resta. A partir de agora guardei todo esse amor num potinho. Quase que não deu para fechá-lo. Ufa! Com esforço, mas consegui. Sequei minhas lágrimas, e o coloquei no cantinho mais reservado do meu coração. Lá tem sombra, tem tudo que precisa pra que ele se mantenha até... Até nada. Deu de amar por enquanto. Se vier, meu deus, que venha, mas que eu consiga pelo menos um dia olhá-lo e dizer "eu te amo".
É mais seguro e cômodo que o potinho fique lá intacto. Deu de relacionamentos, de amar, assim do jeito que eu costumo e quem eu escolho. Sei que não devemos nos culpar, mas ó dedinho que quando não é podre escolhe o impossível.
Não é eu quem está falando, é meu coração. Continuarei pensando, continuarei com todos os sonhos e perspectivas, ainda imaginarei e escreverei como se tudo um dia possa acontecer (mas acho que só acontecerá na minha cabeça mesmo). Se fosse tão fácil deixar pra lá... talvez a minha carência por ser grande demais impede, e no pensamento nele que eu encontro uma paz e... infelizmente não encontro ele pra me dar a paz que eu preciso.
Vou continuar amando, até quando der. Continuarei usando-o nas minhas histórias que criarei mais tarde, já que faz tempo que não vejo o tão belo semblante e o sorriso de canto embrulhado naquelas roupas sociais e, deu, vou parar por aqui.
O potinho está lá, quer dizer, dentro de mim, e nem vou me atentar a abrir e pronto, fiquei mais desconfiada e mais com medo, e mais tudo que eu não tinha que ficar. Acontece ué. Acontece, mas eu sempre queria que não acontecesse.
Se desse pra fazer uma lavagem cerebral eu já fizera faz tempo.
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