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Mesmo sabendo que eu sou muitas vezes tapa buraco, eu não me incomodo. Eu sempre fui frágil demais, mas nunca demostrei qualquer tipo de sentimento desgostoso à esses pessoas. Não vejo problema em me usarem de consolo, eu gosto quando posso ser útil. Quem não quer ser lembrado um dia por alguma coisa que fez? Cansa levar patada. Cansa. Mas a gente continua, eu continuo pelo menos. Nada mais me desestrutura e se caio, levanto. Talvez seja por isso que muitos se aproveitam. Mas e daí. Eu tô aqui mesmo, não faço nada na concepção dos outros. Nunca fui boa o suficiente pra alguém. 

Eu tenho uma mania idiota, de fazer as coisas por impulso. Mesmo que eu queira falar, eu não meço as consequências e pronto, acabo por falar e minha vontade é de sumir e nunca mais olhar para ninguém. Tola. Eu tenho defeitos de cima a baixo. E eu não estou me menosprezando, eu pago por falar a verdade e isso tudo não passam de minhas verdades. 
Se eu amo, que diferença faz. Eu gosto também, e eu misturo tudo igual uma receita que certamente já se sabe, saíra uma porcaria. Eu não sei mais o que se passa aqui dentro, eu sei que quero esquecer, esquecer, esquecer. E sei também que as vezes me dá uma vontade imensurável de mandar tudo à merda e dormir para sempre. Mas ai eu não sei o que acontece que eu fico pensando em tudo que eu já fiz e passei para chegar até aqui, e que eu não sou tão burra a ponto de parar. Olho pro céu azul e pra fora da minha janela, e avisto mesmo que de longe, um futuro. 

Eu não vou contar nada do que eu to sentindo porque não há razão. Cansei de meus sentimentos se passarem por meras cerimônias e tudo acabar como sempre acaba. É melhor que eu continue escrevendo, as palavras me entendem mais que muita gente e até mais que eu. E eu tenho que tomar cuidado, evitar as recaídas, voltar pra onde eu nunca deveria ter saído, seguir a meta que eu me coloquei. Prometo, não passa de amanhã. Não falo mais, não procuro mais, deixei ali e sei que falta (se um dia eu fiz, não fiquei sabendo), não vou fazer. Se fizera, é muito fácil me achar. 

Eu estou com saudade do moreno, mas eu disse tchau. A cópia dele por mais que vague pelas redondezas e a fotografia dele me venha na mente toda vez que passo por sua antiga morada, eu não posso mais me render a esse capricho de amar. Quero amar e ser correspondida, e isso parece ser pedir demais. Viu? Dá vontade de ir na venda mais perto, comprar trilhões de guloseimas e sentar na frente da televisão e ver todos e quaisquer filmes, sem se preocupar com horários. 
Esquece, eu não vou fazer isso por mais que seja a vontade e por mais que nada tenha ocorrido como desejo. Eu não sou assim, um pouquinho de amor próprio ainda me resta e é isso que me alimenta e me sustenta. 

Sinceramente, eu precisava passar todas essas merdas que falei pra algum lugar, estava realmente entalado. Eu não quero pena de ninguém, não quero elogios pra me consolarem, eu só quero que quem eu quero tanto pegue na minha mão e fale pra mim que está comigo, independentemente. Não precisa ser hoje, nem amanhã, nem nesse ano, nem ano que vem, mas que no dia que for que seja a verdade mais verdadeira que eu já escutara. 

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