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Fez-se confusão em meio a todos os tormentos que estava passando. Se se atreve a olhar para o lado, não sabe o que quer enxergar. Estava lá, indo, trilhando seu caminho e, de repente, a rua se divide em dois e ela para. Não consegue mais seguir. A dúvida, o medo de escolher, não por não ser certo ou errado para ela (...) Mesmo que diga que não vai deixar de viver nada por ninguém ela sente muito mais pelos outros do que para consigo mesma. Ela não liga para o que o fulano diz a respeito dela; toparia tudo que já esteve colorido e pedidos de joelhos, aliás nem precisava, mas toparia sem se quer pensar nas consequências. Mas tem consciência. Ela aceita mudanças, mas se assusta, porque já aconteceu tanta, mas tanta coisa que, bem, ela tem um medo que nunca ninguém vai entender. Ela queria ter certeza de absolutamente tudo que faz, mas sabe que é impossível. Queria atravessar àquela ponte, e encontrar tudo que um dia sonhou e mais um pouco. Ela quer ser livre, mas quer ser de alguém. Ela quer amar, quer cuidar, mas quer quem cuide e quem ame. Ela quer sair por aí sem dar satisfações mas quer saber pra onde voltar. Ela não quer prisão, quer lar, de preferência quentinho, em especial dentro do coração. Ela quer praia a noite, filmes e viagens. Ela quer trabalho, quer correria, mas não quer deixar de ser doce, de ser simples, de ser quem é, exatos uma "menininha". Ela é para frente, mesmo sabendo que agora é a fase mais bela, juntamente cheia de decisões, ela  também sabe que tem que vivê-la sem se preocupar com o dia que vem depois do dia de amanhã e assim sucessivamente. Ela não pode esquecer da essência e aproveitar enquanto consegue. Sabe... Ela não queria que todos tivessem o mesmo pensamento que ela em questão de que temos que conhecer e sermos seres sociáveis: porque não pode ver uma garota conversando com um homem que já se imaginam milhares de coisas... Ela quer conhecer, mas não superficialmente. Ela se encanta com cada peculiaridade. Ela parece ser de todo mundo. Isso que é, o defeito, que pode ser crucial na vida, não aceitarem o fato dela ser como é. Ela pode amar, mas andou pensando e parou de usar de artimanhas, ela se ama em primeiro lugar e está acabado esse assunto. Ela se tornou essencial para ela mesma. Não quer ninguém aos seus pés, nem acima, quer alguém junto. Não quer tocar o céu, mas quer voar. Não precisa de um jardim, pode ser uma só rosa. Ela quer acordar, olhar pela janela e saber que esta tudo bem, que o céu está lá azul, a natureza está lá colorida, e que um novo dia nasceu e ela tem a oportunidade de viver mais 24 horas. Quer enxergar o fato de acordar como uma benção, e saber agradecer. Não quer se limitar, quer voltar a época em que não tinha medo de fazer ou de falar qualquer coisa. Estava tão tranqüila...  Ela quer equilíbrio. Entre cérebro, coração e alma. Ela quer se permitir, ela quer aproveitar, ela quer deixar se levar pela batida da vida, não quer perder as chances boas que lhe são dadas, mas não quer se iludir. O por acaso a acaba um pouco com a gente. O inusitado também. O medo de dar um giro de 360 graus, mais ainda. É que são novos começos. Mas que ela tem que entender que tudo só vai se tornar real a partir do momento que ela, especificamente ela apertar o play. 

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