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De igual pra igual, eu to mal, to sensível, parecendo passarinho aprendendo a voar, to tudo e mais um pouco. De repente, to precisando de uma mão pra pegar na minha, de uma companhia, que acarinha, alucina, pra matar essa agonia que eu carrego dentro de mim. Alguém que me tire a solidão que ele me acarreta, sem pressa, pode vir a passos lentos. Somente venha, se achegue, converse, se enrede, só não se reprende. Entra, tá aberta. Só não digo que a casa é sua, porque acho cedo, tenho receio de me apegar e não querer mais largar. Prefiro assim, primeiro eu cá, você lá, depois quem sabe, nós dois aqui, acolá. Cedo, tarde, madrugada, por do sol, sem hora de ir embora. Se eu pedir pra ficar, não diga que já tá tarde, fique. Me apanhe, me pegue no colo, me enrole nos seus abraços, me abrace, use sua romanticidade. Me faz esquecer do mundo, de um tudo, até do que um dia me fez sofrer. Me faz esquecer dele, principalmente dele, que eu amei sozinha, sem querer, querendo, por erro, por distração, por pura desilusão. Quem é ele? Um homenzarrão bem sucedido, bonito, charmoso, rico, que me elogia, mas pra dor do meu pobre coração, partido, faz questão de me ver como filha, qual ele não teve. Quero amar, festejar com meu amor, não amar escondida e sozinha. Quero ter um amor tranquilo, correspondido mas que também seja recíproco. Quero o que ele, por destino, não pode me dar. Quero assim como ele, uma vida, bonita. 

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