Quando eu vi, já era tarde.

23:40

Inconsequentemente eu me apaixonei, assim, de repente, logo que eu bati os olhos... Sabe aquela cena de filme, onde a garota avista o rapaz, ela fixa os olhos nele e ele passa em slow motion? Foi mais ou menos assim. Eu até nem sabia o que falar na hora em que ele chegou perto, e até hoje nem sei direito. Nos dias que eu o vejo, quando a visita chega ao final, fico refletindo se falei alguma besteira. E na última acho que falei várias. Mas voltando, eu me apaixonei, por um cara que eu sei que eu nunca vou poder ter. Sim, nunca. Ele é o tipo de cara que toda mocinha sonha: lindo, rico, simpático, romântico, doce, carinhoso, protetor, brincalhão e tem uma boa profissão. Mas é casado, tem filho, 15 anos mais velho e ele nunca irá olhar pra mim com desejo. O que torna o nosso possível relacionamento, extremamente impossível.

Aí eu fico me perguntando, por que cargas d'água ele? O pior que o problema está comigo. O mais complicado sempre me atrai, homens cultos e direitos me atraem, e justos esses que me chamam atenção e que possuem tais características sempre estão casados, namorando ou enrolados.

Ele chegou assim tão de mansinho, devagar, com aquele sorrisinho lindo de canto da boca que me deixa bem só de avistar, aquelas palavrinhas doces que é tão bom ouvir, aqueles olhinhos castanhos brilhando, o jeitinho simples e encantador, a postura séria de um homem de negócios e as brincadeiras de um cara que tá com os amigos. É, amigos, acho que eu estou mais perto disso. Ou eu nem sei se é pior, ou melhor, estou mais perto de ser filha. Recebo tanto, mas tanto carinho, que eu troquei tudo e no final me ferrei. Ele me tratando como filha, mesmo eu nem tendo idade pra ser filha dele e eu tendo-o como o "homem dos meus sonhos". Nossa, que situação!


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